Desvio de septo: como descobrir

O septo nasal é a parede que divide as narinas em duas partes. Ele é formado parte de cartilagem, parte de osso. Quando essa parede não esta reta e apresenta algum ponto muito inclinado que chega a obstruir a passagem do ar, chamamos de desvio septal. O Desvio também pode ocorrer dos dois lados, pois o septo pode estar tortuoso em pontos diferentes. Essa alteração anatômica tem como origem o crescimento e desenvolvimento mal direcionado do septo, genético ou adquirido após um trauma nasal na infância. Mas também pode ser uma seqüela após uma fratura nasal na idade adulta.

O principal sintoma do desvio septal é a obstrução nasal persiste, ou seja, sentir pelo menos uma das narinas sempre mais fechada que a outra. Qualquer obstrução nasal persistente ou recorrente é motivo de investigação e o médico ideal para estabelecer o diagnóstico correto é o otorrinolaringologista. Através de exame de rinoscopia anterior, videoendoscopia e em alguns casos tomografia de seios da face o otorrino consegue precisar se a causa da obstrução nasal é desvio septal ou outra patologia.

Inúmeras outras doenças nasais têm como sintoma a obstrução nasal. Dentro dos diagnósticos diferenciais encontramos o grupo das doenças inflamatórias crônicas como rinites e sinusites, alterações anatômicas como desvio septal, hipertrofia de cornetos. Alterações tumorais como pólipos, tumores benignos ou malignos nasais. E não é infreqüente que tenhamos dois destes problemas contribuindo para o nariz trancado juntos, como por exemplo, rinite alérgica sobre posta com hipertrofia de cornetos e o desvio septal.

Se você sente que o ar não passa pelas narinas o tempo todo, que muitas vezes precisa respirar pela boca, tem faringite freqüentes por dormir de boca aberta, cansa fácil com exercício físico ou tem dificuldade de dormir porque ao deitar o nariz tranca esta na hora de fazer uma avaliação do seu nariz. Quem respira bem pelo nariz tem índices de qualidade de vida, comprovados por estudos científicos, maior do que aquelas pessoas com dificuldade respiratória. (1–3)

Bibliogafia:

1. STEWART MG, MD M, WITSELL DL, MD M, SMITH TL, MD M, et al. Development and validation of the Nasal Obstruction Symptom Evaluation (NOSE) Scale. Otolaryngology– Head and Neck Surgery. 2004.

2. Moura BH De, Migliavacca RO, Lima RK, Brauwers E. Partial Inferior Turbinectomy in Rhinoseptoplasty Has No Effect in Quality-of-Life Outcomes : A Randomized Clinical Trial. Laryngoscope [Internet]. 2017;128 (1):57–63. Available from: 10.1002/lary.26831

3. Sommer F, Scheithauer MO, Hoffmann TK, Grossi A, Hauck K, Lindemann J. Value of turbinoplasty in rhinosurgery – a controlled randomized study. Rhinology [Internet]. 2019;57(5):352–7. Available from: https://doi.org/10.4193/Rhin19.084

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