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Otorrinolaringologia

A otorrinolaringologia é uma especialidade responsável por tratar das doenças ligadas ao ouvido, ao nariz e à garganta, além de estruturas relacionadas

A otorrinolaringologia é uma área da medicina responsável por avaliar, diagnosticar e tratar diversas doenças que afetam o ouvido, nariz, seios faciais, faringe, laringe, cabeça, pescoço e boca. Esta é uma especialidade bastante abrangente, uma vez que sua atuação envolve o equilíbrio do corpo, saúde das cordas vocais e 3 dos 5 sentidos do corpo humano: paladar (laringologia), olfato (rinologia) e audição (otologia).

Muitas vezes chamada apenas de “otorrino”, a otorrinolaringologia é uma especialidade clínico-cirúrgica. Isso significa que um profissional da área trata tanto de questões clínicas mais simples, como problemas mais complexos e que necessitam de cirurgia. O trabalho do médico especializado nesta área inclui, portanto, condições como infecções, inflamações, tumores, alterações anatômicas e diversas outras enfermidades. Entenda melhor a seguir:

Quem é o otorrinolaringologista?

O otorrinolaringologista é um profissional que se formou em Medicina e fez residência médica em otorrinolaringologia, tornando-se apto a identificar e cuidar de afecções de vias aéreas superiores — especialmente os aparelhos auditivo, fonador, vestibular (tontura e equilíbrio), além de distúrbios do sono. A residência dura 3 anos, período em que são estudadas as atividades tanto ambulatoriais quanto cirúrgicas.

Os campos de especialização dentro da otorrinolaringologia são diversos e, dependendo de qual caminho o profissional opte por seguir, pode ser necessário fazer cursos adicionais. Algumas das possibilidades dentro desta área são: imunoterapia, tratamento oncológico, cirurgia plástica, otologia e neurotologia, pediatria focada na especialidade, rinologia e laringologia.

Principais problemas tratados pela otorrinolaringologia

De maneira resumida, os problemas tratados pelo otorrinolaringologista são aqueles que afetam o nariz, seios paranasais, ouvidos, faringe e laringe. No sistema auditivo, o profissional também é responsável por cuidar de doenças que prejudicam o equilíbrio do paciente, causando tontura e vertigens. Algumas das principais enfermidades que fazem parte do dia a dia da especialidade são:

  • Rinite: irritação e inflamação das cavidades nasais;
  • Sinusite: inflamação e irritação dos sinos nasais;
  • Desvio de septo: distúrbio da cartilagem entre as narinas, que pode ser congênito ou adquirido, causando interferências na respiração;
  • Surdez: perda parcial ou total da audição;
  • Polipose nasal: desenvolvimento de formações (tumores benignos) nas cavidades nasais ou nos seios paranasais;
  • Apneia: relaxamento muscular da garganta e fechamento das vias respiratórias, impossibilitando a respiração adequada;
  • Otite: infecção do ouvido;
  • Amidalite: infecção das amígdalas, um tecido localizado atrás da garganta;
  • Faringite: infecção da faringe, localizada na porção posterior da garganta;
  • Alterações das pregas vocais: causadas pela presença de nódulos ou calos;
  • Labirintite: pode causar tontura, náuseas e zumbido no ouvido;
  • Dificuldade para engolir: geralmente associada a doenças que acometem garganta e pescoço;
  • Distúrbios do sono: roncos e apneias;
  • Perfuração do tímpano;
  • Tumores malignos de nariz e garganta;
  • Zumbido ou barulho no ouvido;
  • Aftas e outras doenças da mucosa da boca;
  • Hipertrofia (aumento) de adenoides e amigdalas, mais conhecidas como carne esponjosa.

Quando procurar um otorrinolaringologista?

Cada uma das doenças citadas acima demanda um tratamento específico e individualizado, levando em conta as características clínicas do paciente e a gravidade da alteração apresentada. Por isso, a avaliação do “otorrino” é fundamental para o correto diagnóstico e tratamento das enfermidades que afetam as regiões e sistema do corpo tratadas pelo especialista.

Levando em consideração a abrangência da atuação deste especialista, é possível afirmar que as consultas com o otorrinolaringologista fazem parte de todas as fases da vida de uma pessoa. Durante a infância, é muito comum que casos de otite e amigdalite levem o paciente até o consultório, enquanto os adultos, geralmente, sofrem com quadros de rinite e sinusite.

Na terceira idade, distúrbios do equilíbrio e perda da capacidade auditiva justificam uma avaliação aprofundada. Além disso, é fundamental sempre procurar o especialista ao notar alterações na boca, garganta, ouvidos e nariz. Alguns dos principais sintomas e sinais que podem apontar para a necessidade de passar por uma avaliação em otorrinolaringologia são:

  • Rouquidão;
  • Dor de ouvido;
  • Coceira no ouvido;
  • Dor de garganta;
  • Sangramento no ouvido;
  • Dificuldade para engolir;
  • Tontura;
  • Dificuldade auditiva;
  • Anosmia, dificuldade em sentir cheiro ou gosto;
  • Sangramento nasal;
  • Alergias que acometem as vias respiratórias (rinites);
  • Tosse;
  • Pigarro;
  • Obstrução nasal;
  • Roncos; apneias
  • Zumbido no ouvido.

Principais procedimentos em otorrinolaringologia

Em consultório, os tratamentos mais comuns realizados pelo otorrinolaringologista dizem respeito à desobstrução das vias auditivas (retirada de cerúmen), exame de audição, remoção de cáseo, drenagem de abscesso, cauterização de sangramentos nasais e realização de exames como nasofibrolaringoscopia ou laringoscopia direta. Também podem ser realizados curativos e orientação para tratamento medicamentoso de enfermidades específicas.

No campo cirúrgico, o profissional de otorrinolaringologia pode tratar de complicações como desvio de septo (cirurgia de septoplastia), presença de tumores e dificuldades respiratórias ou auditivas. Além disso, o especialista pode realizar cirurgias plásticas como rinoplastia e otoplastia, que são as correções estéticas do nariz e orelhas. Também pode haver a necessidade de intervenções emergenciais, como no caso de fraturas nasais ou objetos inseridos no nariz, ou ouvido.

Cirurgia de amígdalas e adenoides são comumente realizadas pelo otorrinolaringologista, quando há crescimento destas estruturas ou infecções repetidas das mesmas. Esta cirurgia se chama amigdalectomia com ou sem adenoidectomia.

Principais exames em otorrinolaringologia

Para chegar ao diagnóstico adequado, o “otorrino” faz uma avaliação clínica do paciente e, dependendo dos sintomas apresentados, o profissional pode solicitar exames complementares específicos. Existe uma ampla quantidade de exames que podem ser solicitados para auxiliar na avaliação do especialista, cada qual para uma investigação diferente. Para ouvido e labirinto, por exemplo, podem ser necessários:

  • Audiometria tonal;
  • Audiometria vocal;
  • Imitanciometria ou impedanciometria;
  • Vectoeletronistagmografia (VENG);
  • Exame Otoneurológico.

Para o nariz, podem ser solicitadas a nasofibrolaringoscopia ou videonasofibrolaringoscopia, e também tomografia de seios da face, enquanto para as cordas vocais os exames que podem ser necessários são a laringoscopia indireta ou laringoestroboscopia. A necessidade da realização desses exames — assim como sua solicitação, condução e análise dos resultados obtidos — deve ser sempre avaliada criteriosamente pelo otorrinolaringologista.

A maioria dos exames citados pode ser realizada no próprio consultório de otorrinolaringologia e são bastante rápidos, muitas vezes com resultado que sai na hora. Além disso, quase todos são minimamente invasivos e indolores. Dependendo do caso, um spray anestésico pode ser utilizado para minimizar os desconfortos e minimizar náuseas.

É importante destacar, entretanto, que cada caso é único e deve ser conduzido de maneira individualizada. Isso significa que tanto os exames solicitados como o tratamento recomendado variam sempre de paciente para outro, sendo indicados conforme os sinais clínicos apresentados.

Para saber mais a respeito do trabalho de um especialista em otorrinolaringologia e tirar suas dúvidas sobre o assunto, entre em contato e agende uma consulta com os profissionais da Rinoclínica!


Fontes:
Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF);
Grupo Leforte;
Portal PebMed.