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Desvio de Septo Nasal: O que é, Sintomas e Tratamentos

Saiba quais são as causas do desvio de septo nasal e se todas as pessoas precisam passar por cirurgia para resolvê-lo

O septo nasal é uma parede separa uma narina da outra, sendo constituída por osso, cartilagem e mucosas. Embora as duas fossas nasais devessem ser idênticas, raramente isso acontece. A consequência disso é o chamado desvio de septo nasal.

O desvio de septo pode ocorrer dos dois lados, pois o septo pode estar tortuoso em pontos diferentes. Essa alteração anatômica tem como origem o crescimento e desenvolvimento mal direcionado do septo, uma condição que pode ser genética ou adquirida após um trauma nasal na infância ou na idade adulta.

Existem diferentes graus de desvio de septo, que variam de acordo com o afastamento do centro do nariz para a parede lateral. Um desvio mais acentuado causa uma maior obstrução e, consequentemente, sintomas mais intensos. Existem narizes com desvios acentuados unilaterais (com desvio para a esquerda ou para a direita) ou bilaterais (por exemplo, para a frente, para a direita, para trás e à esquerda).

Sintomas do desvio de septo

Como o desvio de septo é uma deformidade relativamente comum na população, muitas pessoas, por não apresentarem sintomas, nem sabem que sofrem com o problema.

Os sintomas do desvio de septo surgem quando há alteração no processo de respiração e estão relacionados com a área do desvio ou do seu grau de severidade, podendo ocasionar:

  • Obstrução nasal (dificuldade de respirar pelo nariz);
  • Dor de cabeça ou no rosto;
  • Sangramento pelo nariz;
  • Nariz entupido;
  • Ronco;
  • Crises de rinossinusites;
  • Cansaço excessivo;
  • Apneia do sono.

Associadas ao desvio de septo frequentemente estão presentes a rinite crônica e/ou a sinusite crônica. De cada lado do septo nasal estão presentes os cornetos inferiores, cuja inflamação é designada por rinite. Por sua vez, em ambas as paredes laterais do nariz estão presentes as vias de drenagem dos seios paranasais. Um desvio de septo pode dificultar essa drenagem e, assim, facilitar o aparecimento de sinusite crônica. Todas estas alterações originam um conjunto de sinais e sintomas bem específicos.

Como o desvio de septo pode ser diagnosticado?

O diagnóstico do desvio de septo deve ser feito pelo médico otorrinolaringologista, após exame clínico, considerando os sintomas apresentados pelo paciente, além de outros exames, como:

  • Rinoscopia anterior: consiste na avaliação da cavidade nasal através de um espéculo,
  • Videoendoscopia: neste exame, o médico usa uma fibra ótica rígida ou flexível para avaliar as estruturas internas da cavidade nasal. As imagens obtidas são projetadas em um monitor para melhor observação e diagnóstico;
  • Tomografia dos seios da face: o exame permite avaliar as estruturas do rosto, ossos e fossas nasais.

Os desvios de septo só representam problema quando prejudicam a respiração. Por isso, é importante verificar se não existem outras doenças associadas que estejam contribuindo para a obstrução nasal como a presença de pólipos, tumores ou hipertrofia dos cornetos, que requerem tratamento.

Como tratar o desvio de septo?

Há casos em que o médico pode recomendar o uso de alguns medicamentos, como corticoides tópicos nasais, descongestionantes ou anti-histamínicos para aliviar os sintomas causados pelo desvio de septo ou outras doenças associadas a ele.

Lavagens com soro fisiológico também podem ajudar a reduzir os incômodos. Não deve ser usada água da torneira diretamente para a lavagem, pois ela pode conter químicos irritantes para o nariz e microrganismos nocivos à saúde.

Nos casos em que o desvio de septo é considerado significativo e prejudicial à qualidade de vida e ao bem-estar do paciente, o procedimento cirúrgico é o mais indicado. Quando a cirurgia de desvio de septo, chamada de septoplastia, for necessária, deve-se verificar se, além do desvio, existem outros fatores responsáveis pela obstrução nasal.

O que é a cirurgia de desvio de septo, ou septoplastia?

A cirurgia de desvio de septo deve ser realizada, idealmente, a partir do final da adolescência (por volta dos 16 anos), quando o nariz já parou de crescer. No entanto, se a alteração prejudicar muito a função respiratória, ela pode ser feita ainda na infância. Nessa idade, porém, é maior o risco de o desvio de septo voltar.

O procedimento é realizado em centro cirúrgico e com o paciente anestesiado (anestesia geral). Para a correção do desvio, é feita uma pequena incisão na parte interior do nariz, permitindo que o cirurgião otorrinolaringologista descole a mucosa da cartilagem e do osso do septo. Em seguida, essas estruturas são reposicionadas ou parcialmente removidas para que o septo fique o mais reto possível.

A septoplastia dura, em média, de 60 a 90 minutos, e geralmente o paciente fica internado por pouco tempo, com alta no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia.

A decisão pela cirurgia de desvio de septo deve ser tomada pelo médico e pelo paciente, em conjunto, levando em consideração principalmente os sintomas apresentados pelo paciente e o grau do desvio.

Cuidados pré-operatórios da septoplastia

Em geral, os cuidados exigidos antes da cirurgia de desvio de septo incluem: 

  • Realização dos exames pré-operatórios (por exemplo, exames de sangue, radiografia e avaliação cardíaca) adequados para cada paciente, dependendo da idade e condições clínicas;
  • Suspensão do uso de medicamentos anti-inflamatórios, aspirina e anticoagulantes por sete a dez dias antes da cirurgia;
  • Jejum, conforme orientação médica. 

Cuidados pós-operatórios

A cirurgia de desvio de septo é considerada de baixo risco e o pós-operatório geralmente é tranquilo, rápido e pouco doloroso — em cerca de uma semana o paciente já se encontra recuperado. Apesar disso, alguns desconfortos são considerados comuns nos primeiros dias, tais como congestão nasal, pequenos sangramentos e formação de crostas dentro do nariz. Para evitar complicações, o paciente deve seguir as recomendações do seu médico, tais como:

  • Não praticar atividades físicas até a liberação médica;
  • Limpar adequadamente a região operada, utilizando soluções salinas específicas;
  • Evitar se expor ao sol para reduzir o risco hemorragia
  • Fazer uso das medicações indicadas pelo cirurgião.

Se você sente que o ar não passa pelas narinas o tempo todo, que muitas vezes precisa respirar pela boca, tem faringite frequente por dormir de boca aberta, se cansa fácil com exercício físico ou tem dificuldade de dormir, marque sua consulta com um especialista da Rinoclínica. Idealizada pelas otorrinolaringologistas Dra. Bárbara Schweigert Bianchi e Dra. Bianca Hocevar de Moura, a Rinoclínica é um centro especializado que oferece atendimento para pacientes que apresentam alterações no nariz, garganta e ouvidos e demais estruturas da região. 

 

Fontes:

Clínica Otorrino – Rinoclínica;

Fundação Otorrinolaringologia;

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

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A Rinoclínica é um centro especializado em otorrinolaringologia, em Porto Alegre – RS especialistas em exames e cirurgias na área de ouvido, nariz e garganta

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