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Descongestionantes nasais: como deixar o vício

Por: Publicado em 04/07/2020

Quando usados constantemente, medicamentos podem causar vários danos à saúde, inclusive do coração. Saiba como evitar usá-los em seu dia a dia

Quando sentimos o nariz obstruído ou, como se diz popularmente, entupido — seja por uma crise de sinusite, rinite, ou por qualquer outro motivo —, é comum recorrermos ao uso de descongestionantes nasais. São medicações que podem ser encontradas livremente nas farmácias, cujas fórmulas contêm nafazolina, fenoxazolina e oximetazolina.

É mais comum, entretanto, que esses produtos sejam mais conhecidos por seus nomes comerciais:

  • Sorinan;
  • Sorine;
  • Afrin;
  • Privina;
  • Neosoro.

Como agem os descongestionantes nasais?

Os descongestionantes nasais promovem uma vasoconstrição intensa da mucosa nasal, o que resulta em sua retração e abertura quase imediata da narina. Daí a sensação instantânea de melhora da passagem do ar.

Quais os riscos de usar descongestionantes nasais?

As células da mucosa nasal são nutridas por pequenos vasos sanguíneos. Quando usamos os descongestionantes nasais, esses vasos se contraem, gerando uma isquemia (falta de oxigênio) à mucosa por horas.

Quando o efeito passa, o que ocorre é o chamado efeito rebote, que faz com que o nariz “inche” por dentro e a obstrução nasal fique pior do que antes do uso da medicação.

Por que os descongestionantes nasais viciam?

A explicação para o vício em descongestionantes nasais está no efeito imediato que eles têm no corpo. Quem sofre com o nariz entupido sabe o alívio que é quando consegue respirar bem. Não se trata de um vício químico, mas sim um vício causado pela busca por uma respiração adequada.

O uso dos descongestionantes nasais não é totalmente proibido. Eles até podem ser usados algumas vezes — não mais do que três dias seguidos — sem causar danos ao organismo. Mas quando eles passam a ser usados constantemente, por meses ou anos, o organismo fica dependente da medicação.

O resultado é que o indivíduo passa a precisar cada vez mais, e em quantidades cada vez maiores, dos descongestionantes nasais para conseguir respirar melhor.  O uso crônico da medicação reduz o tempo que o remédio faz efeito, e o nariz vai ficando obstruído cada vez em menos tempo.

Isso leva ao desenvolvimento de uma condição chamada rinite medicamentosa, um quadro causado pelo uso constante dos descongestionantes nasais. Essa condição passa a ser então a causa secundária da obstrução nasal.

Outro problema que pode ser causado pelo uso excessivo de descongestionantes nasais está na constrição de outros vasos sanguíneos do corpo, e não só daqueles presentes no nariz. Os resultados podem ser aumento da pressão arterial, taquicardia, arritmia, insônia e agitação psicomotora, entre outros problemas.

Em 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta informando que o uso de descongestionantes nasais deve ser evitado em pessoas com doenças cardíacas, hipertensão, doença de tireoide, diabetes, rinite crônica e glaucoma.

Segundo a Agência, nas crianças, o uso de descongestionantes nasais pode causar náuseas, dor de cabeça, elevação ou queda da pressão, queda acentuada da temperatura do corpo, bradicardia, sudorese, sonolência e até mesmo levar ao coma.

Como é tratado o vício em descongestionantes nasais?

Quando o uso dos descongestionantes nasais não for muito prolongado, ou seja, quando o paciente consegue ficar sem o medicamento alguns dias, o próprio corpo elimina seus componentes do organismo. Porém, quando já é observado um quadro de rinite medicamentosa ocasionada pelo vício, é feito um tratamento com medicações orais e tópicas prescritas pelo otorrinolaringologista.

Quem sofre com obstrução nasal deve procurar ajuda médica especializada para que seja feito um diagnóstico preciso, recebendo assim a indicação de tratamento mais adequado para o caso.

Nos exames, o médico vai avaliar e diagnosticar as causas da obstrução. Ela pode ser crônica, causada, por exemplo, por um desvio no septo, sendo a cirurgia é o único tratamento indicado. A alteração também pode ser aguda, pontual, causada por um resfriado ou crise de sinusite.

Nesse caso, o paciente pode fazer uso de soro fisiológico para manter hidratada a mucosa do nariz e evitar sua inflamação. Outra dica é sempre manter o corpo hidratado, bebendo bastante água, e evitar permanecer muito tempo em ambientes com ar-condicionado, pois ele contribui para ressecar o ar.

Os descongestionantes nasais não passam de um tratamento paliativo, que traz resultados momentâneos que não resolvem o problema e ainda causam danos à saúde.

Entre em contato com a Rinoclínica e saiba qual é a melhor opção para o tratamento para o congestionamento nasal.

Fontes:

Rinoclínica

Hospital Paulista

Associação Paulista de Medicina

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A Rinoclínica é um centro especializado em otorrinolaringologia, em Porto Alegre – RS especialistas em exames e cirurgias na área de ouvido, nariz e garganta

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